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10 dicas para usar melhor o 13º


Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 200 bilhões. O momento é oportuno para empresas e indivíduos. Para, nós, trabalhadores, é uma chance para investir e fazer o dinheiro render para os próximos períodos.

Confira abaixo as quatro principais dicas de especialistas para usar melhor o 13º e entrar em 2019 com segurança financeira:

1. Dinheiro para emergências

Reserve uma quantia para as emergências. Para isso, o dinheiro pode ser investido com liquidez diária, do tipo que o investidor resgata em até um dia. Liquidez de trinta dias também é uma alternativa para resgatar investimentos em momentos de imprevisto, caso fique desempregado. Mas, para títulos desse tipo, a dica é ter guardado um valor que consiga cobrir suas despesas por seis meses.

2. Invista em fundos

Fundos multimercados são a primeira indicação de especialistas. Eles envolvem riscos moderados e não exigem alto conhecimento do mercado, pois são administrados por profissionais especializados.

3. Pague as dívidas mais caras

Caso tenha dívidas para amortizar, pague primeiro aquelas mais caras. As dívidas que envolvem grandes quantias também cobram mais juros. Quanto antes abatê-las, melhor.

4. Negocie

Use o 13º como instrumento de negociação em dívidas e investimentos. Não aceite qualquer proposta e use seu tempo livre para encontrar condições melhores de pagamento.

Fique esperto, a segunda parcela vem aí!

E, se entre essas dicas, o seu objetivo maior é fazer o dinheiro do 13º render, aproveite e conheça os tipos de investimento mais comuns:

Renda Fixa
É o tipo de investimento em que a remuneração ocorre por meio de juros. Na prática, o investidor empresta dinheiro para um emissor e, lá na frente, recebe, junto com o capital investido, os juros acumulados no período. Exemplos: caderneta de poupança, títulos públicos, CDB, letras de crédito imobiliário e fundos de investimento em renda fixa.

Renda Variável
O investidor não sabe qual será a remuneração no dia em que aplica o dinheiro. Isso depende muito das condições do mercado. Apesar de ser um investimento muito mais arriscado, pode gerar um rendimento muito maior. Exemplos: mercado de ações (Bolsa de Valores), derivativos, letras de câmbio e fundos de ações.

Tesouro Direto
É um título público de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional – órgão do governo que controla as finanças do país. Quando ele emite um título, gera um papel que garante ao comprador o pagamento de uma quantia de dinheiro em uma determinada data (e a determinados juros corridos). Há três tipos: pré-fixado (você sabe exatamente o quanto irá resgatar), fixado à inflação e fixado à taxa Selic (o rendimento vai depender dessas variáveis). Para investir, o ideal é procurar um banco ou corretora. Dá para começar com um investimento mínimo de R$ 30.

Mercado de Ações
Empresas que querem realizar um projeto, mas não têm dinheiro, recorrem ao mercado de ações para angariar fundos vendendo títulos a investidores, que viram sócios do negócio.

Aposentadoria
A previdência privada é um complemento da aposentadoria comum e não tem relação com o INSS. Você pega o dinheiro, define a periodicidade, vai investindo e, no final, retira o valor acumulado. Ela pode ser PGBL (cobra imposto do montante a ser resgatado e dá para descontar do imposto de renda) ou VGBL (cobra imposto sobre o rendimento e não dá para descontar do IR). Nos dois casos, é cobrada uma taxa de administração. Quem opta pelo Tesouro Direto escolhe um título de longo prazo, para resgate perto da idade em que vai se aposentar. O ideal é comparar as propostas de bancos diferentes para ver qual é o melhor.