Bicicletas como meio de locomoção: o que saber para se proteger e proteger o ciclista

Com as tardes mais longas e prazerosas da primavera, sair do trabalho e dar uma volta de bicicleta é um bom programa para manter a saúde em ordem e espairecer. Além de ser um excelente exercício, andar de bicicleta contribui para a redução da emissão de CO2. Mas é preciso ter alguns cuidados ao praticar a atividade, principalmente nos grandes centros urbanos.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quando pedalada por pessoas acima de 12 anos, a bicicleta torna-se um veículo e, para se proteger e não machucar ninguém, é preciso seguir as regras previstas na lei.

Andar na rua junto com os carros, onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, é uma importante regra, mas desconhecida por muitos. Afinal, calçada é para quem está a pé. Respeitar o semáforo vermelho, exatamente como fazem os carros, é outra regra que a bike deve seguir. Usar capacete ao pedalar não está na lei, mas é extremamente importante. Além disso, é indicado manter a bicicleta equipada com buzina, retrovisores e adesivos refletivos na frente, atrás, dos lados, nas rodas e nos pedais.

Usar roupas claras também é uma atitude de segurança, principalmente para aqueles que pedalam à noite. Lembre-se sempre de sinalizar suas intenções com os braços, um ato fundamental para que, como ciclista, você possa se comunicar com aqueles que estão em outros veículos.

No papel de motorista, proteja quem está de bike, ou seja, não ande colado aos ciclistas e reduza a velocidade. Já trouxemos, nesse post, um pequeno manual da boa convivência no trânsito.

E aí, vai pedalar quando?

Pequeno manual da boa convivência no trânsito

Além de contribuir com a redução da poluição atmosférica e aumentar a qualidade de vida da população, o hábito de pedalar pode trazer benefícios à economia municipal e nacional, ao reduzir os congestionamentos.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), estima-se que:

– Os ciclistas deixem de emitir até 3% de todo o CO² de deslocamentos cotidianos da cidade;
– Um uso mais frequente da bicicleta pode reduzir em até 18% as emissões de CO²;
– Os ciclistas façam três vezes mais atividade física do que a população em geral, ganhando também em sensação de bem-estar;
– Se a população trocasse o carro e o ônibus pela bicicleta em parte das viagens, a economia seria de R$ 34 milhões no Sistema Único de Saúde, considerando reduções nos gastos com doenças cardiovasculares e diabetes;
– Existe um potencial de aumento da renda disponível das pessoas, ao trocar o transporte motorizado pela bicicleta;
– O aumento do PIB municipal poderia chegar a R$ 640 milhões;
– O ganho na economia com a diminuição dos congestionamentos poderia chegar a R$ 225 milhões.

Sendo assim, e sabendo dos benefícios de utilizar as bicicletas como meio de transporte, além das dicas aos próprios ciclistas para pedalar com segurança, aqui vai um pequeno manual de boa convivência para que motoristas respeitem o público sobre duas rodas:

1. Não buzine para o ciclista. O barulho da buzina pode alcançar 104 decibéis, assustando-o e desequilibrando-o. Se for inevitável chamar a atenção, mantenha distância, dê toques curtos e aguarde a reação do ciclista.

2. Ao ultrapassar um ciclista, mantenha distância. Quanto mais próximo o veículo estiver da pessoa que pedala, maior seu medo e insegurança. Lembre-se de que o Código Brasileiro de Trânsito estabelece a distância mínima de 1,5 metro nas ultrapassagens. A medida mais indicada nesses casos é mudar de faixa ou aguardar o melhor momento para desviar da bicicleta de modo seguro.

3. Sempre que notar um ciclista na rua desacelere. Uma das sensações mais terríveis para qualquer ciclista é ser ultrapassado por um carro em alta velocidade. Pode acontecer ainda de a corrente de ar gerada desequilibrá-lo.

4. Redobre a atenção ao sair de garagens e abrir as portas do carro. Em vias sem ciclofaixas ou ciclovias ciclistas costumam trafegar próximos à beira das calçadas.

5. Sempre fique atrás do ciclista para fazer uma conversão. Nunca feche a bicicleta para virar à esquerda ou à direita.

6. Coloque-se no lugar do ciclista! Experimente pedalar por um dia, seja nas ciclofaixas temporárias em domingos e feriados nacionais, seja nas ciclofaixas e ciclovias permanentes. Assim, você entenderá o que acontece sobre duas rodas e refletirá sobre suas atitudes no papel de condutor. Lembre-se: no trânsito, sua escolha faz a diferença!

15 Paradas obrigatórias para ciclistas no Brasil

Anteriormente, compartilhamos com vocês dicas para pedalar com segurança e atento à sua própria movimentação e a de outros veículos e pedestres nas ruas.

Para os apaixonados pela “magrela”, existe um seguro para não deixar sua maior companheira de passeios desprotegida. Ele pode cobrir roubos, acidentes e danos causados a terceiros.

Consulte um corretor de seguros de sua confiança para conhecer as opções de cobertura disponíveis e leia atentamente a apólice do seguro.

E, para você que curte colocar o pé no pedal e já adotou a bike como meio de transporte e alternativa para a prática de exercícios, reunimos aqui 15 dicas de rotas e paradas especiais pelo Brasil. Não deixe de conferir!

Com o pé no pedal:

 

Circuito do Vale Europeu, SC

No norte de Santa Catarina, o Circuito da Região do Vale Europeu foi o primeiro criado especialmente para a prática do cicloturismo. A 30 km de Blumenau, o circuito começa e termina na cidade de Timbó, em um percurso de 300 km, com duração de sete dias. Ao longo da pedalada, o ciclista passa por belas paisagens com áreas de Mata Atlântica, cachoeiras e riachos.

Circuito das Araucárias, SC

Este circuito é repleto de atrativos naturais e possui 250 km de estradas de terra que começam na cidade de São Bento do Sul. Os caminhos estão bem sinalizados e a rota foi dividida em oito trechos, com distâncias que vão de 15 a 60 km. No caminho, é possível apreciar lindas paisagens e referências culturais, principalmente sobre a imigração alemã.

Horto Florestal – Campos do Jordão, SP

A 170 km de São Paulo, no coração da Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é um destino perfeito para dar uma escapada de final de semana e curtir a natureza. O caminho do Horto Florestal possui muitas trilhas para serem percorridas de bicicleta, sozinho ou em grupo. Ao longo do percurso existem cafés onde os ciclistas podem parar para descansar e recarregar as energias.

Estrada Salesópolis – Caraguatatuba, SP

Conhecida como Estrada da Petrobrás, por servir como acesso para veículos de manutenção do oleoduto que liga o porto de São Sebastião a diferentes refinarias, a Salesópolis, em Caraguatatuba, tem 75 km de percurso em chão de terra. O percurso é indicado àqueles que gostam de maiores desafios na pedalada, já que conta com numerosas subidas íngremes em meio a muitas belezas naturais e vegetação abundante. A sugestão aqui é pesquisar bastante sobre o caminho e, se ainda não tem muita experiência na bike, se juntar a grupos e preparar um bom kit com snacks e garrafinha de água.

Parque Nacional do Caparaó, MG

O local é tido como um dos lugares mais belos do país. Para aqueles que curtem longos passeios, o percurso pode ser feito em aproximadamente 12 horas de pedaladas. Mas há a opção de conhecer as belezas do local aos poucos, já que no parque existem áreas de camping. Ali, o que todos os visitantes esperam encontrar é o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira. Além dele, na unidade de conservação encontram-se cinco dos dez picos mais altos do país e diversos outros atrativos, como mirantes, vales, cachoeiras e piscinas naturais, abertos ao público para visitação durante todo o ano.

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, MG

O local também é considerado uma unidade de conservação na Zona da Mata Mineira e abriga uma grande variedade de espécies vegetais. Para a pedalada, o percurso é composto por estradas de terra. Algumas passam por riachos e plataformas de pedra e outras são mais íngremes, em terreno de pedras soltas ou chão batido. Por isso, os ciclistas devem ficar atentos e estar preparados para um passeio recheado de surpresas, tanto em termos de relevo, como também de belezas naturais!

Estrada Real

Essa é mais uma ótima opção para os cicloturistas, já que envolve montanhas, estradas de terra e paisagens exuberantes na maior rota turística do país. Com mais de 1.600 km, a Estrada Real sai de Diamantina (MG) e chega até Paraty (RJ), passando por cidades históricas e trajetos com diversos níveis de dificuldade.

Parque Nacional da Chapada Diamantina, BA

Para o percurso em bike, é preciso muito treino e disposição por parte do ciclista. Os visitantes podem combinar o esporte com passeios por centenas de cachoeiras, grutas, morros e rios nesta região baiana a 400 km de Salvador, que conta com algumas das paisagens mais bonitas do Brasil.

Costa do Descobrimento, BA

Neste percurso, que vai de Prado a Santa Cruz Cabrália, os ciclistas podem explorar uma natureza diferente, conhecendo praias, vilas e falésias em meio a incríveis paisagens em destinos como Caraíva, Trancoso e Arraial d’Ajuda. A duração do passeio ao longo do belo litoral baiano é de aproximadamente uma semana.

Para chegar pedalando, sentar e relaxar na cidade de São Paulo:

 

Velodrome Bikeshop

No bairro Santa Cecília, o estabelecimento é um misto de loja e café para ciclistas, servindo petiscos e almoços. É possível comprar bikes colecionáveis, peças, roupas, acessórios e arrumar a “magrela” na oficina do local.

Brooklin Bike Café

No Brooklin, o local é um misto de loja e café, serve comidinhas e oferece duchas e serviço de mecânica. O café também organiza passeios, eventos e happy hour com música às sextas-feiras.

Praça Velorama

No bairro Jardim Europa, a praça funciona como um espaço multicultural para ciclistas e simpatizantes, com mesas para quem quer trabalhar ou só descansar e conversar com os amigos. Food trucks e food bikes se espalham pelo local, além de lojas de acessórios para bicicletas, bar, serviço de aluguel de bicicletas elétricas e banheiros. Nos finais de semana, também acontecem festas e eventos.

Praça do Ciclista

Localizada na avenida Paulista, entre as ruas Bela Cintra e Consolação, é mais um ponto de encontro e palco para reuniões, eventos, manifestações e saídas de ciclistas. Nesta parada, os grupos costumam esticar as atividades até a Praça dos Arcos, onde há um bicicletário.

Vento a Favor Ciclo Café

Na Vila Mariana, o espaço reúne mecânica, loja, espaço para coworking, café com salgados e doces veganos e espaços para banho. Além disso, nele acontecem palestras e organização de eventos de ciclismos de longa distância e cicloturismo.

Aro 27 Bike Café

Próximo à estação Pinheiros do metrô, o espaço oferece chuveiro quente, vestiários com armários e toalhas, estacionamento para bike e serviços mecânicos. Além disso, oferece 5% de desconto nas compras dos visitantes que chegam de bicicleta, skate, patins e afins.

Curtiu as dicas? Já conhece algum desses lugares? Conte para a gente e compartilhe com os amigos!

E lembre-se: vai de bike? Vá seguro!