Saúde financeira é fundamental

O ano de 2020 começou, muitas contas acumuladas como IPTU, IPVA, matrícula e materiais escolares e todos nós temos que lidar com isso. Todos sabemos que em um cenário ideal, não deveríamos gastar todo o nosso salário e, também, guardar um pouco, todo mês, para conseguir criar uma situação estável no futuro. Infelizmente nem sempre isso é possível, mas vamos listar algumas dicas básicas para tentar ajudar com a sua vida financeira.

  1. Controle de despesas e receitas. Pode parecer um tanto óbvio, mas fala um controle de suas receitas e despesas. Uma planilha básica, no papel, ou no computador, pode ajudar. Coloque separado seus gastos fixos mensais e vá acrescentando os gastos diários. No fim do mês, você terá um cenário preciso da sua vida econômica e poderá fazer ajustes pontuais na situação. Gaste de acordo com o seu padrão de vida e apenas no que é, de fato, uma necessidade.
  2. Comparar preços é sempre fundamental. A vida corrida, a falta de tempo e até mesmo a preguiça, pode fazer com que as pessoas não pesquisem os preços dos produtos e serviços que precisam, mas não caia nessa. Analisar com calma as opções realmente necessárias é fundamental, fazendo com que o gasto seja preciso e não exagerado.
  3. Cuidado com o cartão de crédito. Dependendo do cartão contratado, ele pode ter vários benefícios como a conversão dos pontos em milhas e mesmo seguro em viagens, mas como o dinheiro só sai da conta de uma vez no fim do mês, cuidado. A fatura virá, então controle precisamente os gastos para na hora de pagar, não haver qualquer surpresa.
  4. Planejamento é fundamental. Metas e objetivos podem ajudar a resolver situações complicadas. Comece de baixo, como eliminando dívidas, fazendo investimentos mensais para o futuro mesmo com pouco dinheiro que, com o tempo, podem resolver situações grandes. Não dê passos maiores do que pode. Sem dívidas e com situação controlada, se tornará possível fazer investimentos maiores e buscar a compra de veículos, imóveis, entre outros.
  5. Família gasta e investe unida. Se você tiver uma família, não deixe as outras pessoas de fora do seu planejamento. Lado a lado, vocês poderão ter ideias melhores para saírem de problemas e, também, como aproveitar melhor o dinheiro que conquistam. Diálogo é, como sempre, fundamental.

Como investir na era do juro baixo

No dia 18 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (taxa básica de juros) em 0,5 ponto percentual, de 6% para 5,5% ao ano. 

MAS O QUE ISSO MUDA NA SUA VIDA?

Para quem tem dinheiro guardado e aplicado em renda fixa, como a caderneta de poupança, a queda na taxa de juros Selic dificulta um pouco as escolhas – sob o risco de ver o patrimônio andar de lado. Para conseguir algum ganho, de acordo com especialistas, será preciso abrir mão da liquidez (deixando o dinheiro investido por mais tempo no mercado financeiro) ou assumir riscos extras em produtos como ações e fundos imobiliários – sujeitos a oscilações e que não estão livres de prejuízos.  

DIVERSIFICAÇÃO NECESSÁRIA 

O investidor brasileiro não está acostumado ao novo cenário de juro baixo, que exige uma diversificação maior da carteira de investimentos, segundo o gerente geral de Captação e Investimentos do Banco do Brasil. Ele ainda lembra que, quando a taxa básica de juros estava em 14,5% ao ano, o investidor praticamente dobrava o capital aplicado a cada cinco anos. Agora, com Selic recuando para 5,5% ao ano, serão necessários 13 anos para conseguir o mesmo feito. Isso significa que o brasileiro terá de diversificar e arriscar mais para obter uma rentabilidade maior. 

DICAS RÁPIDAS 

Na era do juro baixo, para quem quer guardar ou investir:

  1. Dinheiro para emergência pode ser investido em produtos com liquidez diária, do tipo que o investidor resgata em até um dia. 
  2. Se ficar desempregado, a liquidez de trinta dias é suficiente para resgatar investimentos. A dica é ter até seis meses de seus custos guardados em um título desse tipo.
  3. Diversifique as aplicações. 
  4. Se quiser assumir riscos maiores, não comece com grandes quantidades. Para se adaptar, é preciso treinar com valores menores. 
  5. Tempo e paciência são fundamentais para conseguir bons resultados no item 4. Não se desespere com as primeiras perdas. 
  6. Fundos multimercados costumam ser a primeira indicação dos especialistas. Eles envolvem riscos moderados e não exigem alto conhecimento no mercado. 
  7. Fundos de ações também são recomendados antes de se arriscar sozinho no mercado de ações. Lembrando que, se o investidor não tiver conhecimento ou tempo, os planejadores indicam seguir nos fundos. 

Tem mais dúvidas sobre os investimentos? 

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Fonte: Estadão Expresso