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Curiosidades sobre seguros


Desde o surgimento dos princípios do seguro, nos moldes da solidariedade e da cooperação entre as pessoas para livrar dos prejuízos aquelas perdiam familiares ou o animal de carga e transporte, por exemplo, esse setor foi se desenvolvendo no sentido de contribuir com as economias locais e oferecer à população soluções para reduzir ao máximo as preocupações durante situações inesperadas.

O primeiro contrato de seguro surgiu em 1347 e tratava-se de um contrato de seguro marítimo, uma vez que os mares foram as vias de acesso entre os países para o descobrimento de novas terras e operações comerciais. Após este marco, começaram a surgir as primeiras leis sobre seguros em Portugal, e o seguro marítimo ganha novas proporções à medida em que novas rotas comerciais via mar vão surgindo.

No Brasil, a atividade seguradora teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional. Nos primeiros anos, as atividades de seguro seguiam a legislação portuguesa. Foi a partir de 1860, dez anos após a criação do Código Comercial Brasileiro, que o segmento começou a se desenvolver e empresas estrangeiras passaram a abrir sucursais no país. Ainda no final do século XIX, o mercado segurador brasileiro já havia alcançado um desenvolvimento satisfatório.

Outros marcos históricos contribuíram para o desenvolvimento de uma cultura de seguros no país, mas, a partir de agora, vamos apresentar a diversidade de soluções existentes no mercado de modo geral, além das mais comuns (como seguro de vida, automóvel e residencial. Leia mais sobre elas aqui), para driblar os mais variados tipos de prejuízo. Você já imaginou investir em uma apólice não convencional? Vale tudo para não se preocupar com nada!

– Nos anos 1990, com o boom de assuntos relacionados à discos voadores e extraterrestres, uma companhia de seguros inglesa passou a oferecer uma modalidade de seguro contra abdução por alienígenas. Reza a lenda que, caso comprovada a abdução, a apólice previa uma indenização de até 1 milhão de dólares.

– Voltado à população que corre riscos de queda e fraturas, existe no mercado a opção de seguro para quebra de ossos. Além oferecer indenização por incapacidade temporária, o contrato pode permitir o reembolso das despesas médicas durante o tratamento da fratura.

– Para amparar empresas em tempos de ameaças cibernéticas, já existe no Brasil o seguro para riscos cibernéticos, com cobertura para danos causados por violação de dados. A cobertura inclui contaminação por vírus, erro de funcionários, perda de lucros por interrupção do sistema e até contratação de consultores para reparar a reputação da companhia.

– Noivos ansiosos com os preparativos podem contar com o suporte de um seguro para casamentos que cobre danos decorrentes de acidentes no espaço alugado, acidentes com equipamentos de luz ou som, danos na decoração, acidentes pessoais durante o evento e até mesmo morte de algum convidado.

– Com o crescimento da violência nas cidades, é possível encontrar o serviço de seguro contra roubo de bolsa. Em situações de roubo, a seguradora cobre os itens que foram levados, como celular, carteira, óculos, ou qualquer outro objeto de valor. Os planos não apresentam valor elevado para uma cobertura de 12 meses.

– Mesmo quem trabalha de casa, no modelo home office, pode contratar uma apólice específica para proteger os equipamentos utilizados profissionalmente. Algumas seguradoras que oferecem a cobertura home office do seguro residencial garantem a indenização de prejuízos ou danos causados por incêndio, queda de raio, explosão e roubos para máquinas, móveis, utensílios, mercadorias e matérias-primas. Os valores da cobertura adicional para home office variam de acordo com a importância segurada.

Com a diversificação cada vez maior das necessidades dos consumidores, há espaço para a multiplicação dos tipos de seguro no Brasil, assim como no exterior. De acordo com Antônio Penteado Mendonça, especialista do setor, “É um movimento de sofisticação, com o surgimento de produtos interessantes. Ainda são um nicho [as necessidades diferenciadas], mas com amplo potencial para crescer”.

Fonte: Exame.