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Como investir na era do juro baixo


No dia 18 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (taxa básica de juros) em 0,5 ponto percentual, de 6% para 5,5% ao ano. 

MAS O QUE ISSO MUDA NA SUA VIDA?

Para quem tem dinheiro guardado e aplicado em renda fixa, como a caderneta de poupança, a queda na taxa de juros Selic dificulta um pouco as escolhas – sob o risco de ver o patrimônio andar de lado. Para conseguir algum ganho, de acordo com especialistas, será preciso abrir mão da liquidez (deixando o dinheiro investido por mais tempo no mercado financeiro) ou assumir riscos extras em produtos como ações e fundos imobiliários – sujeitos a oscilações e que não estão livres de prejuízos.  

DIVERSIFICAÇÃO NECESSÁRIA 

O investidor brasileiro não está acostumado ao novo cenário de juro baixo, que exige uma diversificação maior da carteira de investimentos, segundo o gerente geral de Captação e Investimentos do Banco do Brasil. Ele ainda lembra que, quando a taxa básica de juros estava em 14,5% ao ano, o investidor praticamente dobrava o capital aplicado a cada cinco anos. Agora, com Selic recuando para 5,5% ao ano, serão necessários 13 anos para conseguir o mesmo feito. Isso significa que o brasileiro terá de diversificar e arriscar mais para obter uma rentabilidade maior. 

DICAS RÁPIDAS 

Na era do juro baixo, para quem quer guardar ou investir:

  1. Dinheiro para emergência pode ser investido em produtos com liquidez diária, do tipo que o investidor resgata em até um dia. 
  2. Se ficar desempregado, a liquidez de trinta dias é suficiente para resgatar investimentos. A dica é ter até seis meses de seus custos guardados em um título desse tipo.
  3. Diversifique as aplicações. 
  4. Se quiser assumir riscos maiores, não comece com grandes quantidades. Para se adaptar, é preciso treinar com valores menores. 
  5. Tempo e paciência são fundamentais para conseguir bons resultados no item 4. Não se desespere com as primeiras perdas. 
  6. Fundos multimercados costumam ser a primeira indicação dos especialistas. Eles envolvem riscos moderados e não exigem alto conhecimento no mercado. 
  7. Fundos de ações também são recomendados antes de se arriscar sozinho no mercado de ações. Lembrando que, se o investidor não tiver conhecimento ou tempo, os planejadores indicam seguir nos fundos. 

Tem mais dúvidas sobre os investimentos? 

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Fonte: Estadão Expresso